Um lugar seguro

 

Junho já vai a meio (já?!) assim como o ano… mais parece uma prova de resistência, daquelas efectuadas durante horas e horas, à volta de um circuito com as mesmas curvas, subidas, descidas… vamos lá ver quem aguenta. Uns mais rápidos, outros andarão só mesmo para atrapalhar e não faltará quem só quer mesmo chegar ao fim. Outros farão o seu melhor tentando aproveitar ao máximo a experiência e o momento, cada curva, subida, descida, simplesmente pelo simples gozo da prova.

Existirá sempre quem só pensa em ganhar, ficar em segundo será perder.

De quem se falará será do ‘primeiro’, de quem levou o ‘caneco’ ou a medalha de ouro, símbolo do primeiro lugar, e esses serão uma pequena percentagem. Os outros… foram apurados, estiveram lá (após muito esforço, dedicação e trabalho), mas nada mais que isso.

Estamos em Junho… o mês dos Santos Populares, de alguns dias quentes, alterações de temperatura, férias para alguns, trabalho para outros e... mês de vacinação😷😉

Mais uma curva que antecede uma descida, para depois curvar novamente… ainda faltam algumas curvas, algumas voltas …

O importante é ganhar ou chegar ao fim? Depende.


«Faço das lembranças um lugar seguro»… diz a canção.

Tudo de bom!
Cuidem-se.

Coração

 



"coração",

 1. [Anatomia]  Órgão musculoso, centro do sistema de circulação do sangue.


abrir o coração
• Desabafar.

com o coração nas mãos
• Com grande sinceridade ou franqueza.

• Com inquietação ou preocupação.

cortar o coração
• Causar tristeza ou compaixão (ex.: gemidos de cortar o coração; são histórias de vida que 
cortam o coração). = AFLIGIR, COMOVER

falar ao coração
• Comover, sensibilizar alguém.

ter o coração ao pé da boca
• Afligir-se facilmente.


"coração", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

 


Coração… o meu, de cada um, de todos, neste mês de Maio, onde se comem as cerejas ao borralho;
Coração… nem sempre bem tratado, desculpado, ilibado;
Coração… aguenta.

 


Tenham todos, um excelente mês de Maio.
Cuidem-se.

Tudo de bom.


Quatro e um queque

 

Imagem Google

Hoje decidi bater o meu record nos cinco kms que faço diariamente logo pela manhã. Reforcei no pequeno-almoço, vesti roupa mais fresca e siga!
Qual o meu espanto, que a determinada altura os carros começaram a buzinar-me…  o que me espantava pois não estava a cometer nenhuma infracção. Seria que tinha algo de fora? Teria deixado cair alguma coisa? Máscara? Também não pois já saio de casa com ela colocada. Continuei o meu caminho e objectivo, ao som das músicas escolhidas para o momento e depois de ter esticado o dedo do meio (menino rebelde) ao mal disposto que não gostou que eu o ultrapassasse pela direita (os ciclistas também andam pelo passeio e aos zig-zags conforme lhes apetece) e a verdade é que ele ia mesmo muito devagar e a empatar.
A determina altura e já com o objectivo muito perto, recebo um alerta do meu relógio-inteligente (coisa fina) que é necessário reduzir um pouco o esforço… mas  a meta estava perto e dei mais um pequeno sprint…

- Ei Sr Flores! Hoje chegou mais cedo. E de patins?!
- Ooops. Pelos vistos enganei-me no calçado.
- E vão ser na mesma quatro, como é costume?
- Quatro e um queque, faz favor. Hoje andei muito rápido. 😎😂💪

Imagem Google

👍

A million miles away
Your signal in the distance
To whom it may concern
I think I lost my way
Getting good at starting over
Every time that I return

Learning to walk again
I believe I've waited long enough
Where do I begin?
Learning to talk again
Can't you see I've waited long enough?
Where do I begin?

Foo Fighters
- Walk_

….

Tudo de bom.
Cuidem-se!

Março... simplesmente.

 

«E de um momento para o outro, estamos a chegar ao final do mês de Março, muito diferente de outros e que jamais esqueceremos.
Podia ser só o mês do meu aniversário, o mês da Primavera, da mudança horária, de aniversários de alguns amigos e familiares, podia ser (e foi)  o mês de muitas emoções e celebrações, mas acima de tudo, e o que fica mesmo num registo que jamais se esquecerá, é esta maldita epidemia.
Podia ser só Março… simplesmente.»

[Agenda 2020 - Diário Covid]

E nada mudou, tudo se repetiu, nada se reinventou. Só queria mesmo o mês de Março… simplesmente.


Cuidem-se.
Tudo de bom.

Vou levar uma cenoura

 

Vamos lá ver se consigo contar uma anedota... sem asneiras.👀😊

1 º acto 
Boa tarde, tudo bem? (pergunto eu)
O tipo com a carinha (no lugar de asneira) virada sempre para o monitor, touca na cabeça, máscara (a tapar a boquinha e o nariz ligeiramente de fora), acena com a cabeça como fazem aqueles queridos animais em vias de extinção (os animais… não é o da boquinha tapada), e emite um ligeiro grunhido que traduzi sem auxílio do Google Tradutor «sim, tudo bem».

2º acto 
- Fuma? Não (Cenas faz-me rir… isso queria ele saber);
- Bebe? Pontualmente;
- Quantos dias por semana? Só ao fim-de-semana (grande mentiroso … a gozar com o animalzinho);
- Ao Sábado e Domingo? Não, só ao Sábado;
- Ao almoço e jantar? Só ao almoço;
- Branco ou Tinto? Tinto! (ainda bem que a cena do Pinóquio não se aplica a mim pois já tenho nariz grande de nascença e orelhas à Dumbo…)

3º acto 
- Quer saber quando vai tomar a vacina, quer? (aqui já o animal está com as patas dianteiras em cima da secretária, virado para mim, com o focinho meio tapado meio descoberto) vociferando algo que não entendi de imediato, mas que apanhei a parte final: …«pergunte ao Sr. das Selfies e a todos os especialistas que o rodeiam

😝

Acho que na próxima consulta vou levar uma cenoura.😂😂

Tudo de bom.
Cuidem-se.


Somos tão frágeis

 

Foi há um ano que fui até Cerveira, passeei, e claro comi um Cerveirense; Foi há um ano que atestei o depósito de combustível da viatura a um preço simpático de € 1,30; Foi há um ano que tomei o pequeno almoço em Portugal e passeei em Espanha até à hora do almoço; Foi há um ano que fiz e recebi tanta coisa que jamais se repetiu.
Foi há um ano, um dia chuvoso, cinzento e que antevia já os dias (e a pandemia) que se aproximavam.

Somos tão frágeis…

Tudo de bom.
Cuidem-se.


Mais (ou menos) um dia

 

Tenho saudades de não ter saudades,
Disto ou daquilo.
O tempo passa…
Amanhã é mais um dia, e ao mesmo tempo
Menos um dia…


Cuidem-se
Tudo de bom. 
;)

Podia dar-te para pior

 

Estar em casa, ou melhor, estar confinado, leva-te a seres criativo (ou não) para passares o tempo da melhor forma possível. Vai daí dou comigo a reparar em pormenores que até aqui não dava muita atenção.

Aqui vai então alguma da minha cusquice (ou parvoíce se assim o entenderem):

- Tenho uma vizinha que empresta o cão para uns passeios higiénicos (aliás já falei disso noutro post). Estou a pensar em perguntar à vizinha se quer que a leve a ela a passear… com máscara, claro; 😉

- Apanhei um cidadão infectado com o tal vírus, a comprar pão, pasteis de nata e rissóis.
Pois, é no que dá colocar tudo no 'Face' (deve dar algum ego receber as mensagens de coragem…  tu consegues, Deus é grande e protege quem merece…. Amo-te muito! Estamos aqui para o que precisares … entre outros) ainda por cima uma publicação com configuração ‘público’ e que tem no grupo de amigos o…. Patrão; 😂

- Ouvi uma música tocar 2 vezes na mesma emissora, num espaço de uma hora. Essa mesma música, passa todos os dias mais que uma vez, e quase sempre à mesma hora;

- Há pessoal mais ‘activo’ nas redes sociais quando estão a trabalhar e na hora do patrão, do que agora que estão em casa… confinados; 😏

- É possível “arranjar/comprar/traficar” ou como desejarem chamar, ‘Declarações Patronais’ para poder circular à vontade. São mais caras nos fins-de-semana de confinamento concelhio; 😱

- Já parti mais louça (chávenas, pratos, copos…) neste período pandémico, do que em toda a minha vida de doméstico/reformado; 😮

E fiquemos por aqui, não vão ás vezes pensar que em vez de beber café, digam que estou a usar qualquer coisa de …”fazer rir”. 😎

A sério!? Ó Alberto, podia dar-te para pior. 😋😊

 Cuidem-se..

Tudo de bom.


Olha quem fala

 

Um pequeno jardim, local para sentar e dois dedos de conversa…

É impressão minha ou está mesmo frio?
(Muito frio mesmo)
Também é verdade que estamos no tempo dele.
(O problema não é o frio. O problema somos nós que estamos mais velhos)

Vamos ter mais um confinamento geral. Mas não penses que vai ser como da vez anterior…
(As experiências gastronómicas ou o pão caseiro?... até gostaste)
...
Achas que vou aguentar, ou ficarei doido de vez?
(É tudo muito relativo… depende da importância que quiseres dar ao assunto)

Olha quem fala.

Tudo de bom!

Venham mais dez

 

Ele aí está, o novo ano, tão cedo desejado.

O anterior não deixa saudades, é verdade, mas acredito como alguém já disse, que fez-se e viveu-se história em termos globais. Em termos pessoais a conversa já é outra, mas mesmo assim não me posso queixar.

Foi um ano atípico que encerrou uma década de momentos bons e outros nem por isso, mas que fizeram/fazem parte da (minha) Vida com algumas certezas e outras tantas dúvidas.

Foram dez anos em que muita coisa aconteceu… Tive uma paragem cardio-respiratória, da qual recuperei e em boa parte graças a Vocês (sabem quem são); Aprendi a nadar (é verdade) e hoje não passo sem as minhas aulas de natação; Fiz três corridas que sempre desejei fazer (Dia do Pai, S. João e S. Silvestre); Vi os meus filhos concretizarem os respectivos cursos académicos e o início das suas carreiras profissionais; Reformei-me; Viajei pela segunda vez de avião (sempre com medo); Fui a Cracóvia visitar o meu filho que entretanto emigrou; Fui várias vezes ao cinema e assisti a alguns concertos; Divorciei-me; Visitei cidades e locais pela primeira vez; Chorei a morte de familiares e amigos; Plantei uma árvore; Não editei nenhum livro mas escrevi diversas histórias (risos); Não engordei e fiquei mais careca.

Sem pressas, sem correrias, venham lá mais dez.

Cuidem-se.

Tudo de bom!