7 de dezembro de 2024

Todos os dias e meses do ano


[Com este post finalizo a reedição de alguns textos que assinalaram os meus 20 anos na blogosfera.]

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E assim chegamos ao último mês do ano, um ano com coisas boas, outras muitos boas e outras assim assim. Pela parte que me toca prefiro ver e partilhar o lado positivo, porque para sofrimento e lamuria, já há muito quem.

Foi o ano (2014) em que o blogue fez dez (!!) anos de existência, uma existência de aprendizagem, partilha e excelentes momentos de leitura;

Em termos pessoais foi um ano de conquistas e realização de alguns objectivos. É certo que ainda faltam alguns, mas, o ano também ainda não acabou J e novo ano se aproxima;

Um ano também muito importante para “matar” alguns fantasmas e de uma vez por todas encerrar alguns assuntos. Mas admito que ainda tenho muito trabalho pela frente para fazer;

Por último e para não vos ocupar muito mais tempo, direi simplesmente que foi um ano em que me senti feliz e dei graças muitas vezes, há possibilidade de respirar, viver, sentir o amor, receber a dádiva de uns raios solares, das gotas da chuva, de um abraço ou simplesmente um sorriso.
Acima de tudo, para além daquilo que dei, mais importante foi (e é) o que recebo da vida e de todos vocês.

A todos que me têm acompanhado nesta aventura blogosférica (e não só), o meu agradecimento e votos de um excelente mês de Dezembro, mês por excelência de paz, fraternidade, reencontros, família, dádiva, partilha, amizade, esperança, e acima de tudo muito amor e respeito...para todos os dias e meses do ano.

Como habitualmente faço nesta altura do ano, vou-me ausentar das lides blogosféricas, regressando só no Novo Ano. 

Um grande bem-haja a todos.

Tudo de bom.

[... Ontem, hoje e sempre, o sentimento,  desejo e agradecimento mantêm-se]💖

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[20/20] - Todos os dias e meses do ano
20 textos_20 anos


30 de novembro de 2024

Para mais tarde recordar

Pontualmente é necessário organizar papeis/documentos digitais, fotos e afins que se vai deixando no telemóvel/portátil/tablet. Nem tudo é lixo, mas nem tudo é necessário guardar.

E depois... sempre se ganha mais um pouco de espaço para aqueles momentos especiais, eternizados com um simples click.

Caminhos partilhados

Gaivota e parvalhões em dia de temporal

No baú das recordações


 Por muitos e bons.

Prazeres e companhia

Meio cheio

De madrugada se começa o dia...

Gladiador 2?

Hablado se habla :)

Reflexos

Saída de homens 👍😎

Seguramente e como diz o meu amigo chinês, ontem já era e amanhã não sabemos. Vai daí, é bom guardar para mais tarde recordar💖😉

Tudo de bom!

25 de novembro de 2024

Abraça-me

 

Abraça-me, assim...

Forte como tua alma

Meigo como teu sorriso.

Abraça-me agora.

Não me deixes voar

Fugir meu pensamento,

Agarra-me

Não me deixes partir.

Quero ficar

Amar

Sorrir

Viver

Abraça-me forte,

Olhando para mim

Assim, devagar...

E lentamente

Deixa-me adormecer,

Embalado em teu perfume

No teu sorriso

Em teu regaço.

Amanhã, quando acordar,

apenas quero sentir de novo

Vontade de ficar

Em teus braços

e Amar.

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[19/20] - Abraça-me
20 textos_20 anos

18 de novembro de 2024

Não quero saber

Imagens Google

Hoje não quero saber.

Não quero chorar, gritar, sorrir, fazer,
Quero estar aqui e agora
Quero ser eu.
Arranco esta máscara,
Desisto da personagem, salto do palco,
Não quero saber da assistência, muita ou pouca,
Se compraram bilhetes ou têm convites.
Hoje não quero saber,
Que desça o pano no palco.

Hoje não quero saber.
Tiro a maquilhagem
E vou pela rua fora
Misturado com a multidão,
Sem saberem quem sou,
Para onde vou,
Hoje não quero saber.

Sou livre, sou eu,
Sem maquilhagem, sem máscara…
Deixo a personagem,
Sou EU, só.

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[18/20] - Não quero saber
20 textos_20 anos



11 de novembro de 2024

O prazer fala mais alto

Imagens Google

Quentes e boas, reza a tradição. Mas, por outro lado a tradição já não é o que era… dizem.

Tradição ou não a verdade é que elas estão aí, umas melhor que outras, tudo depende se apanharam muita chuva e frio fora de tempo.

Outros especialistas dizem que o preço exagerado está também relacionado com a mão-de-obra (barata) ou da falta dela.

Com o caneco bem alto e cheio dizemos todos: «Bom S. Martinho!» com água-pé, vinho, jerupiga ou uma loira bem geladinha.
As ditas cujas (castanhas), cozidas ou assadas também vão muito bem com manteiga ou geleia. Tudo serve para tornar o momento mais doce.

Esqueçamos o que é para esquecer... O prazer fala mais alto.

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[17/20] - O prazer fala mais alto
20 textos_20 anos


8 de novembro de 2024

Ao domingo de manhã

 

No ano de 2013 (já lá vão uns anitos) e sempre ao primeiro domingo de cada mês (durante a manhã), andei a fotografar a cidade do Porto.
Não tinha nenhum objectivo especial, a cidade tinha imensos prédios abandonados, era visível algum desleixo, mas ainda com vestígios e pormenores, dignos de registo para mais tarde recordar.

Na altura tinha adquirido uma pequena máquina, das primeiras digitais que apareceram, fáceis de guardar no bolso, muito simples de funcionar, sem grandes tecnologias a não ser um bom cartão de memória para guardar as 1500 (!!) fotos que tirei durante os referidos domingos, entre conversa da treta com um amigo que entretanto também alinhou na brincadeira, recordações várias e grandes caminhadas (não contabilizei os kms totais, mas ainda foram alguns).
Hoje estive a recordar e escolhi, completamente à sorte, algumas dessas fotos.











Passados 11 anos é inegável que a cidade mudou. Existem algumas alterações, umas para melhor, outras pior e outras nem uma coisa nem outra, pois a situação se mantem. 
Uma coisa é certa, bem ou mal, é a 'minha cidade'... onde nasci, cresci, estudei, trabalhei e vivi até há bem pouco tempo.

Tudo de bom.
:)

28 de outubro de 2024

Procurando meu amor

 


Por amor
caminho
Por amor
vivo
Por amor
escrevo, ás vezes.
Por amor
fui abandonado
numa guerra sem fim
onde não há vencidos
nem vencedores
só perdidos de amor.
Juntos caminham sem destino
procurando o seu amor
o meu amor.

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[16/20] - Procurando meu amor 
20 textos_20 anos

12 de outubro de 2024

Entrei solteiro e saí noivo

 

Há uns anos, num 'baile da paróquia'...

No meio da sala estava uma miúda que eu conhecia e que dançava muito bem. Não era muito habitual aparecer nos bailes, e quando aparecia era quase sempre acompanhada pela família (controladora).
Deixei tocar uma música, e depois outra e reparo que tinha dado tampa a alguém que lhe tinha pedido para dançar… vai daí, quando começou uma nova música, fui ter com ela e sem uma única palavra estendo-lhe a mão ao que ela acedeu com um sorriso enorme e um olhar discreto para a irmã que ao lado estava a segurar-lhe no casaco. 

Acreditem se quiserem, ainda hoje me lembro desta cena toda como se fosse hoje… o penteado dela, as calças de ganga que levava, a blusa branca (desapertada até ao 'maldito botão’), os brincos, as pulseiras e aquele perfume suave que só se sentia quanto estava um pouco mais juntinho a ela…

Estava a pensar que não querias dançar comigo. Finalmente
Raramente apareces… 
E quando apareço quase não me ligas nenhuma, chego mesmo a pensar que me ignoras
Deixa-te disso e dança… 
Eu danço, eu danço sempre que quiseres
E vê se não me calcas… 
Eu consigo dançar e conversar ao mesmo tempo
Está bem. Mas agora dança, depois conversa.

Dançamos toda a noite… mesmo com uma ligeira dor de dentes que me afligiu no início, mas que entretanto tinha parado… ou melhor, parou porque bebi uns bagacitos para adormecer a boca. O pior é que adormeceu a boca e o juízo.

A determinada altura, no meio do nada, ou melhor, no meio do entusiasmo e efeito dos bagacitos, pergunto à minha companhia da noite… «Queres casar comigo?»🤣

 … E não é que o raio da miúda disse que sim!?😮

É caso para dizer que entrei no baile solteiro e saí noivo, e dava início aos dois anos mais loucos de toda a minha existência.

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[15/20] - Entrei solteiro e saí noivo
20 textos_20 anos

8 de outubro de 2024

A boca no trombone

 

[A propósito de manif's]...

Quem vai à guerra dá e leva e como eu costumo dizer, «as perguntas nunca são indiscretas, as respostas sim, podem ou não, ser», por isso… dá-lhe!

Fui habituado (educado) a respeitar e a conviver com a opinião dos outros; Fui habituado a respeitar uma crítica e a conviver com pessoas de opinião e maneira de estar diferente. No entanto, não gosto de levar uma bofetada e dar a outra face; Não sou obrigado a respeitar quem não me respeita; Por outras palavras e como costumo dizer «não sou Madre Teresa nem Padre da paróquia, muito menos saco de boxe».

Não posso ir a manifestações com palavras de ordem antigas, cartazes, gaitas e tambores, exigindo isto e aquilo, em ritmo de protesto festivaleiro que os políticos gostam muito e agradecem, porque depois, dizem «vivemos em democracia e o Povo tem direito a manifestar-se».
 Recuso-me!

Não posso alinhar em manifestações de protesto pela situação actual, de forma cívica, educada e ordeira. Não posso, não quero e não devo. Porquê?

Como posso respeitar uma política e políticos que não me respeitam?

Como posso ser educado, democrático e cívico, com um governo e políticos, que ROUBAM, DESVIAM, FALTAM-ME AO RESPEITO, TIRAM-ME DIREITOS ADQUIRIDOS, TRATAM-ME MAL, TIRAM-ME QUALIDADE E NÍVEL DE VIDA?...

Como posso respeitar quem não manda para a prisão os corruptos, aldrabões e enriquece à custa da política?

Como posso respeitar, esta CAMBADA que tornam a vida da maioria do Povo uma tortura?

Como posso respeitar quem manda para a prisão aquele que trabalhou uma vida inteira, e agora se vê sem trabalho, sem hipóteses de cumprir os seus compromissos e alimentar os seus?

Como posso respeitar quem defende os corruptos, rouba dinheiro aos trabalhadores, permite leis de favorecimento aos “grandes” empresários, trata mal os seus próprios funcionários, explora mão de obra especializada?

Como posso respeitar quem nos vende ao estrangeiro e ao grande interesse do capital/mercado e nos coloca de joelhos, subjugados durante décadas e décadas?

Não posso, não quero, não devo.

Chamem-me para pegar em armas, com tudo que tiver à mão, nem que sejam as pedras da calçada, e expressar de forma violenta e firme o meu (nosso) descontentamento. “Eles” não merecem o meu (nosso) respeito e civismo.

Até lá… vamos brincando ás novelas, ás eleições, ás coligações (e todo o resto acabado em… ões), e talvez o tempo, o cansaço, a idade ou a morte, apague este meu lado B que numa tarde chuvosa, mais fresca e ao correr do teclado, colocou a boca no trombone.

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[14/20] - A boca no trombone
20 textos_20 anos